NUTRICIONISTA
Andréa Paes de Barros Queiróz
CRN 4435P
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Irisina no tratamento do Diabetes

O que é irisina e por que ela é considerada um novo alvo para o tratamento da obesidade e diabetes?


A irisina é um peptídeo secretado pelo tecido muscular, que foi descoberto recentemente, em janeiro de 2012, por Bostrom e colaboladores da Universidade de Harvard. O gene que codifica a irisina foi denominado FNDC5 (do inglês, fibronectin type III domain containing 5).

Os pesquisadores descobriram que durante o exercício físico ocorre o aumento da proteína PGC1-alfa (do inglês, peroxisome proliferator-activated receptor γ coactivator1-alfa), que estimula a síntese de irisina pelo músculo. A irisina chega, então, ao tecido adiposo branco para estimular a produção da proteína desacopladora-1 (UCP-1, também conhecida como termogenina), transformando o tecido adiposo branco (cuja principal função é o armazenamento de gordura) em tecido adiposo marrom, que tem como principal função a atividade termogênica.

O fato de a irisina transformar o tecido adiposo branco em marrom tem ganhado bastante atenção por diversos cientistas do mundo. O tecido adiposo marrom está relacionado com redução da adiposidade global e menor susceptibilidade para o ganho de peso em humanos. Assim, o tecido adiposo marrom adquiriu relevância devido seu potencial contra a obesidade e doenças associadas, como o diabetes tipo 2.

Em estudo realizado em camundongos sedentários, obesos e com sintomas de pré-diabetes, pesquisadores injetaram pequenas doses de irisina. Após dez dias, os animais tiveram os níveis sanguíneos de glicose e insulina normalizados, além da perda de peso. Estudos experimentais subsequentes demonstraram que a irisina aumentou o gasto energético total, aumentou a expectativa de vida, reduziu o peso corporal e melhorou a resistência à insulina.

Entretanto, esses efeitos promissores ainda devem ser confirmados em estudos com seres humanos para que se possa identificar a irisina como um novo alvo para o tratamento da obesidade e suas comorbidades.




Bibliografia (s)

Boström P, Wu J, Jedrychowski MP, Korde A, Ye L, Lo JC, et al. A PGC1-α-dependent myokine that drives brown-fat-like development of white fat and thermogenesis. Nature. 2012;481(7382):463-8.

Sanchis-Gomar F, Lippi G, Mayero S, Perez-Quilis C, García-Giménez JL. Irisin: a new potential hormonal target for the treatment of obesity and type 2 diabetes. J Diabetes. 2012;4(3):196.

Elbelt U, Hofmann T, Stengel A. Irisin: what promise does it hold? Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2013 Jun 24. [Epub ahead of print]

Moreno-Navarrete JM, Ortega F, Serrano M, Guerra E, Pardo G, Tinahones F, et al. Irisin is expressed and produced by human muscle and adipose tissue in association with obesity and insulin resistance. J Clin Endocrinol Metab. 2013;98(4):E769-78.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Adoçantes


Adoçantes


Nas últimas décadas, o consumo desse tipo de edulcorante tem aumentado em vários países, e produtos dietéticos (especialmente refrigerantes diet e adoçantes dietéticos) têm sido as principais fontes de ingestão de edulcorantes não calóricos. O aumento global das doenças crônicas não transmissíveis, especialmente obesidade e diabetes mellitus, pode ser uma das justificativas para o consumo cada vez maior desse tipo de produto. De preferencia por adoçantes tipo Stévia, que é o mais natural que encontramos por ai!

Os adoçantes dietéticos são constituídos de edulcorantes não calóricos (naturais ou artificiais), que conferem o sabor doce sem a adição de calorias.

 Apesar de os adoçantes e os produtos dietéticos terem sido elaborados para atender a grupos específicos, como pessoas portadoras de diabetes mellitus ou obesas, atualmente, o perfil dos consumidores é diversificado e pode ser dividido em dois tipos básicos: os jovens que consomem por razões estéticas e as pessoas em idade adulta que buscam maior qualidade de vida.

De acordo com a atual legislação brasileira, adoçantes dietéticos são "produtos formulados para utilização em dietas com restrição de sacarose, frutose e glicose, para atender às necessidades de pessoas sujeitas à restrição desses carboidratos". De forma geral, os adoçantes fazem parte de um grupo alimentar específico, denominado pelo Ministério da Saúde como "alimentos para fins especiais", os quais são destinados a atender às necessidades de pessoas em condições metabólicas e fisiológicas específicas. No entanto, os adoçantes dietéticos são produtos que estão atualmente disponíveis para os consumidores que desejam desfrutar do sabor doce sem aumentar seu consumo energético, pois, além de serem úteis para o controle glicêmico em pacientes diabéticos, podem ser uma ferramenta auxiliar na dietoterapia de outras morbidades, como a obesidade.

Edulcorantes são substâncias diferentes dos açúcares e com poder adoçante muito superior ao da sacarose (açúcar comum). Eles são classificados em naturais e artificiais ou sintéticos. Os naturais são obtidos sem reações químicas, a partir de plantas ou de alimentos de origem animal. Os artificiais ou sintéticos são obtidos de produtos naturais ou não, através de reações químicas apropriadas. Adoçante artificial é uma mistura de um ou mais edulcorantes capaz de conferir sabor doce aos alimentos. Existe um grande número de compostos capazes de produzir o sabor doce, entretanto só alguns (naturais ou artificiais) são permitidos pela legislação para serem adicionados aos alimentos.



Edulcorantes Artificiais
Edulcorantes Sintéticos ou Artificiais
Dextrose e Maltodextrina: São extraídas do milho e tem ampla utilização na indústria alimentícia. Poder adoçante – 50 a 70% maior que o da sacarose. Valor energético - 4 Kcal/g. Muito utilizado como diluente nos adoçantes artificiais.
Acesulfame-K: Desenvolvido em 1960, é um sal de potássio sintético produzido a partir de um ácido da família do ácido acético. Foi aprovado pelo FDA em 1988. Poder adoçante – 180 a 200 vezes maior que o do açúcar. Não possui calorias, não tem sabor residual, não é metabolizado pelo organismo (é eliminado tal como ingerido). É estável em altas temperaturas, o que facilita a sua utilização em preparações de forno e fogão. Tem apresentações em pó ou líquido, geralmente associado a outros edulcorantes. É bastante utilizado pela indústria, principalmente em bebidas, chocolates, geleias, produtos lácteos, goma de mascar e na panificação.

Frutose: Encontrado nas frutas e no mel. Valor energético - 4 Kcal/g, mas por seu poder adoçante ser 170 vezes maior que o açúcar acaba sendo pouco calórico. Sabor semelhante ao do açúcar. Uso industrial: gelatinas, pudins, geleias. Estudos recentes revelaram que a frutose ingerida juntamente com as refeições não altera a glicemia e, portanto, pode ser consumida com moderação por diabéticos.


Aspartame: É um Éster Metílico do L-Aspartil--L-fenilalanina, metabolizado no trato gastrointestinal em 2 aminoácidos: ácido aspártico (40%) e fenilalanina (50%) e em metanol (10%). Poder adoçante – 200 vezes maior que o do açúcar. Valor energético – 4 Kcal/g. Perde o sabor em temperaturas > 100ºC. Comercializado em mais de 100 países, é consumido por mais de 250 milhões de pessoas, em mais de 6.000 produtos. Contra-indicado para portadores de fenilcetonúria (doença autossômica recessiva que acomete 1 em cada 10.000 indivíduos. Devido à ausência da enzima fenilalanina hidroxilase, que transforma a fenilalanina em tirosina, há um acúmulo de fenilalanina no organismo, que ocasiona retardo mental).

Lactose e Tagatose: A lactose é extraída do leite, sendo muito utilizada em adoçantes de mesa. Poder adoçante – 15% maior que o da sacarose. Valor energético - 4 Kcal/g. A Tagatose é produzida a partir da lactose e fornece 1,5Kcal/g. Costuma ser misturada a outros edulcorantes e está sendo utilizada em alguns refrigerantes dietéticos nos Estados Unidos.
Ciclamato (ciclohexilsulfamato): Descoberto em 1939, é comercializado desde a década de 50. Devido a uma possível associação com câncer de bexiga em ratos, foi retirada do mercado nos Estados Unidos (1969), Inglaterra (1970), França, Japão. Apesar do FDA ter concluído em 1984 que o ciclamato não é carcinogênico, ele não é comercializado nos EUA. O ciclamato está liberado pelo Parlamento Europeu, sendo utilizado nesta comunidade. Valor energético – 0 kcal/g. Poder adoçante – 40 vezes maior que o do açúcar. Apresenta sabor semelhante ao do açúcar, mas tem um leve gosto residual. Não perde a doçura quando submetido a altas ou baixas temperaturas e meios ácidos, sendo largamente utilizado no setor alimentício.

Manitol, Xilitol e Sorbitol: São obtidos a partir da redução da glicose (sorbitol) e da frutose (manitol) e pela hidrogenação da xilose (xilitol). Poder adoçante – 50 a 70% maior que o da sacarose. Valor energético - 4 Kcal/g. Tem sabor semelhante à sacarose. Não alteram a glicemia. São amplamente utilizados na produção de gomas de mascar e balas, pois não causam cáries.
Neohesperidina Dihidrocalcona: Edulcorante que se obtêm pela modificação química de uma substância presente na laranja amarga (citrus aurantium). É um flavonóide (grupo de substâncias naturais com estrutura fenólica.) que é degradado pela flora intestinal. Poder adoçante – 400 a 600 vezes maior que o do açúcar. É estável ao calor. Pode ser utilizado por diabéticos e geralmente é usado em combinação com outros edulcorantes.

Steviosídeos e Truvia: Extraída da Stévia Rebaudiana, planta originária da serra do Amambaí, na fronteira do Brasil com o Paraguai. Descoberta em 1905 e industrializada a partir de 1970. Bastante utilizada no Japão, foi liberada pelo FDA (Food and Drug Administration) em dezembro de 2008. Poder adoçante – 300 vezes maior que a sacarose. Não é calórico, tóxico e nem é metabolizado pelo organismo. Seu uso não é maior devido a sabor residual amargo. Truvia é feita utilizando-se a parte mais doce da folha da Stévia. Está sendo utilizada pela Coca-Cola americana em vários de seus produtos dietéticos.
Sacarina (ácido sulfanoilbenzóico): É um derivado do petróleo descoberto em 1879 por Ira Remsen e Constantine Fahlberg, da Universidade Johns Hopkins. Não é metabolizado pelo organismo, sendo excretado sem alterações. Valor energético – 0 Kcal/g. Poder adoçante – 300 vezes maior que o do açúcar. É estável em altas temperaturas. Tem gosto residual amargo e metálico e, por isto, geralmente é associado a outro edulcorante, principalmente o ciclamato.


Sucralose: É o único adoçante artificial derivado do açúcar, sendo obtido a partir da cloração da sacarose. Foi desenvolvido em 1976 e aprovado pelo FDA e ANVISA em 1998. Valor energético – 0 kcal/g. Poder adoçante – 600 vezes maior que o do açúcar. Resiste a altas temperaturas, não possui sabor residual amargo, não é metabolizado pelo organismo. É o único que pode ser utilizado sem restrições por fenilcetonúricos, gestantes, crianças e diabéticos. Mais de 100 estudos (toxicologia, oncologia, teratologia, neurologia, pediatria e nutrição) comprovam a sua segurança.

Não há evidência científica que demonstre que os adoçantes engordam. As teorias levantadas até o momento não foram comprovadas, pois os estudos disponíveis não são conclusivos. As causas da obesidade envolvem vários fatores, como ambientais, estilos de vida e genéticos, numa complexa interação de variáveis, não existindo uma teoria geral que se aplique a todos os indivíduos. Portanto, não é correto afirmar/concluir que os adoçantes seriam os responsáveis pelo aumento de peso em uma população. Para o controle de peso vale a recomendação usual de uma alimentação nutricionalmente equilibrada associada à prática de atividade física.

O órgão que regulamenta a alimentação e os medicamentos nos Estados Unidos, o Food and Drug Administration (FDA) recomenda que o consumo diário de adoçantes dietéticos seja de quatro a seis pacotinhos de um grama quando em pó, e de 9 a 10 gotas para os líquidos. 

Para o consumo superior a essas doses não se encontra, na literatura científica, nada que possa sugerir alguma anomalia metabólica ou orgânica, mas nas indicações do FDA o excesso não deve ser estimulado.
E além de considerar o adoçante utilizado no suco ou cafezinho, vale lembrar que ainda se consome a substância em alimentos diet industrializados. Portanto, é preciso ficar atento ao exagero. É sempre bom verificar os produtos para avaliar a quantidade de adoçante e manter o equilíbrio.
 
Não há vantagem de se utilizar adoçante quando não se tem problemas com o peso, pois uma colher de chá de açúcar tem cerca de oito gramas, o que corresponde a 32 calorias e isso não causará nenhum impacto no seu dia entre ganhar ou perder peso. A preocupação deve estar em diminuir a carga calórica em excesso, como doces, balas e refrigerantes. 

Para as crianças, não há contra-indicação de consumo nessa faixa etária, mas o adoçante deve ser usado apenas por crianças com necessidades de restrições específicas, como as que possuem diabetes.

O consumo de edulcorantes durante a gestação deve ser feito com base na prescrição do profissional e não de forma indiscriminada. A indicação mais apropriada para o uso de edulcorantes é para gestantes diabéticas, para as quais o uso de sacarose, principalmente para adoçar líquidos, pode comprometer o controle glicêmico.

As gestantes deveriam restringir o uso de sacarina, pois ele demonstrou ser permeável à placenta, podendo permanecer nos tecidos fetais devido menor capacidade do feto de excretá-lo.


Os adoçantes não trazem riscos à saúde desde que sejam consumidos de forma moderada.

Referências Bibliográficas:

Adoçantes. Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres. Disponível em:www.abiad.org.br Acessado em: 14/07/2013.

Adoçantes: saiba como usar. Disponível em: www.einstein.br Acessado em: 14/07/2013.

Behling, EB et al. Flavonóide quercetina: Aspectos gerais e ações biológicas. Alim Nutr, 2004, v.15, n.3, p.285-292.

Esclareça algumas dúvidas sobre adoçantes. Disponível em: www.adj.org.br Acessado em: 14/07/2013.

Oliveira, PB de; Franco, LJ. Consumo de adoçantes e produtos dietéticos por indivíduos com diabetes melito tipo 2, atendidos pelo Sistema Único de Saúde em Ribeirão Preto, São Paulo. Arq Bras Endocrinol Metab 2010, v.54, n.5, p. 455-462.

Position of the American Dietetic Association: Use of Nutritive and Nonnutritive Sweeteners. J Am Diet Assoc 2004, v.104, p. 255-275.

Suplicy, H. Adoçantes Artificiais – Parte I. Rev Abeso 2011, v.49, n.49.

Vitolo, MR. Nutrição: Da Gestação à Adolescência. 1 ed. Reichmann & Affonso Editores: Rio de Janeiro, 2003, p. 46.

Zanini, RV; Araújo, CL; Mesa, JM. Utilização de adoçantes dietéticos entre adultos em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil: um estudo de base populacional. Cad. Saúde Pública 2011, v.27, n.5, p. 924-934.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Alimentos Termogenicos



Todas as atividades realizadas pelo corpo consomem energia, certo? Isso inclui o processo digestivo, que pode ser usado a seu favor para emagrecer quando o que está em questão são os alimentos termogênicos. Esses alimentos são capazes de aumentar o gasto calórico do organismo durante a digestão e o processo metabólico.



Quanto mais difícil for a digestão do alimento, maior será o seu poder termogênico.  "As substâncias termogênicas contidas em certos alimentos têm a capacidade de aumentar a temperatura corporal, acelerando o metabolismo e aumentando a queima de gordura. A termogênese é um processo regulado pelo sistema nervoso e interferências neste sistema podem ajudar no controle de emagrecimento e obesidade". 


No entanto, sabe-se que não existem milagres quando o assunto é perder peso. Para que esses alimentos mostrem resultado, é necessário aliá-los à dieta regrada e exercícios físicos. Além disso, os termogênicos possuem algumas restrições. "Quem tem hipertireoidismo não deve ingeri-los, visto que o metabolismo já está muito elevado, o que aumenta o risco de perda de massa muscular". Crianças e gestantes, pessoas com cardiopatias, hipertensão, enxaqueca, úlcera e alergias não devem abusar desses alimentos, pois eles podem levar a aumento da pressão arterial, hipoglicemia, insônia, nervosismo e taquicardia.

Saiba quais são os principais alimentos termogênicos e aprenda a utilizá-los - mas sem esquecer de passar antes por uma avaliação nutricional.  
  • Pimenta vermelha - Getty Images
  • Chá verde - Getty Images
  • Canela - Getty Images
  • Gengibre - Getty Images
  • Chá de hibisco - Getty Images
  • Salmão é rico em Ômega 3 - Getty Images
  • Água gelada - Getty Images

Pimenta vermelha: Esse tipo específico de pimenta é rica em capsaicina, substância que favorece o aumento da quebra de gorduras no tecido adiposo. Ela aumenta em até 20% a atividade metabólica se ingerida na quantidade de três gramas por dia, podendo ser adicionada em saladas e pratos quentes como tempero.
Chá verde - Getty Images

Chá verde (Camellia sinensis): "Assim como a pimenta, esse chá favorece a utilização da gordura corporal como fonte de energia em função do estimulo metabólico". Para que o efeito aconteça,a recomendação diária é cinco xícaras de chá por dia durante três meses. Mas, cuidado: quem tem insônia não deve ingerir o chá verde na parte da tarde ou noite. 
Canela - Getty Images
Canela: Além de aumentar o metabolismo basal, a canela possui alto teor de cálcio mineral, substância importante para o emagrecimento. Polvilhada por cima de frutas (aproximadamente uma colher de chá rasa), contribui com o emagrecimento e ainda torna a refeição deliciosa. 
Gengibre - Getty Images
Gengibre: Essa raiz pode aumentar o gasto calórico em mais de 10%. "O gengibre pode ser consumido de diversas formas, cru, em marinadas para temperar carnes, aves e peixes, e ainda fica ótimo em molho de tomate, sopas de legumes e chá, quando misturado com outras ervas". A quantidade indicada é de duas fatias pequenas.
Chá de hibisco - Getty Images
Chá de hibisco: Esse chá, assim como os demais termogênicos, aumenta a temperatura corporal durante a digestão e, consequentemente, aumenta o metabolismo. Para que o efeito seja positivo, o ideal seria um litro por dia, sendo que, para um litro de água, deve-se usar uma colher de sopa da flor. 
Salmão é rico em Ômega 3 - Getty Images
Alimentos com Ômega 3: O omêga 3 é encontrado em peixes - como salmão e atum - e em oleaginosas. Ele aumenta o metabolismo basal, melhora a retenção de líquidos e facilita a comunicação entre as células do organismo. 
Água gelada - Getty Images
Água gelada: Sim, até mesmo a água gelada pode te ajudar a emagrecer! Ao ingeri-la, seu organismo gasta energia para elevar a temperatura até a tida como adequada pelo corpo (algo entre 36º e 37ºC). No entanto, o efeito é muito leve. Para melhores resultados, ingira oito copos de água por dia, pois essa medida pode aumentar seu gasto calórico em até 200kcal,

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Pimenta


A pimenta pode te ajudar a emagrecer
As pimentas pertencem à família Solanaceae e ao gênero Capsicum e são cultivadas principalmente nos estados de Minas Gerais, Bahia e Goiás.
Além desses estados, o Rio Grande do Sul também é popular pelo cultivo de pimenta, é neste estado que fica o município de Turuçu, conhecido como a capital brasileira da pimenta vermelha.

Entre os diversos tipos, as variedades mais cultivadas no Brasil são: a pimenta malagueta, pimenta dedo-de-moça, pimenta comari, pimenta de cheiro, pimenta chifre de veado e a pimenta do reino.
Quem inclui a pimenta no seu dia-a-dia está levando além de sabor a sua mesa, também para sua saúde.
A capsiacina, substância que dá a característica de ardência é a principal responsável pelos benefícios da pimenta à saúde. Ela pode atuar como anticoagulante, ajudando na desobstrução dos vasos sanguíneos. Além de ser um poderoso vasodilatador, sendo eficaz no alívio das dores de cabeça.
Porém, ainda falta determinar quanto é necessário consumir para que a pimenta traga todos esses benefícios.
Um estudo mostrou que o consumo freqüente de pimenta vermelha, em média 3g por dia, pode aumentar o metabolismo em até 20%, favorecendo o emagrecimento. Mas ela sozinha não vai fazer com que elimine peso, é importante que tenha uma dieta balanceada e pratique atividade física regularmente.
As pimentas contém bioflavonóides que podem ajudar na prevenção de alguns tipos de câncer como o de próstata, por exemplo. São também alimentos altamente nutritivos, fonte de vitaminas A e C, ferro, cálcio, caroteno, niacina, riboflavina, tiamina e fibras.
Apesar dos benefícios da pimenta vermelha, é importante ressaltar que a ingestão excessiva pode provocar efeitos contrários aos esperados, sendo prejudiciais ao sistema digestório.

Chá de Pimenta Rosa


A Pimenta Rosa não é exatamente uma pimenta, é fruto da aroeira, uma planta do nosso cerrado. O sabor é muito suave, levemente adocicado e quase sem ardência, normalmente é usada como decoração ou para perfumar os pratos.
Esse chá não é picante, e tem sabor e aroma bem pronunciados.

Ingredientes
1 colher de sopa rasa de pimenta rosa
600ml de água

Modo de preparo

Ferva as sementes de pimenta rosa por 2 ou 3 minutos e deixe descansar por cerca de 10 minutos com a panela tampada.
Coe o chá em uma peneira fina, adoce a gosto e sirva quente

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Esteatose hepática


A esteatose hepática esteve por muito tempo relacionada apenas a ingestão crônica de bebidas alcoólica. Entretanto, hoje a esteatose representa parte do amplo espectro da denominada Doença Hepática gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), condição clínico-histológica de amplo espectro, que inclui além da esteatose, esteato-hepatite com e sem fibrose e tem potencial evolutivo para cirrose e carcinoma  hepatocelular(BUGIANESI, et al. 2002)..
Pela elevada prevalência na população geral (20 a 30%), a DHGNA vem sendo considerada uma das doenças hepáticas crônicas mais comuns em todo o mundo  (FALCK-YTTER et al, 2001).
Associa-se a múltiplos fatores de risco, considerados primários (diabetes mellitus, obesidade e dislipidemia) e secundários (medicamentos, cirurgias, toxinas ambientais e hepatite C) (DAM-LARSEN et al, 2004)
Além disso, a DHGNA tem sido relacionada à Síndrome Metabólica (obesidade, hiperglicemia, dislipidemia e hipertensão) considerada a manifestação hepática da doença (MARCHESINI et al, 2003).

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS:

Bugianesi E, Leone N, Vanni E, et al. Expanding the natural history of nonalcoholic   steatohepatitis: from cryptogenic cirrhosis to hepatocellular carcinoma. Gastroenterology: 123:134-40, 2002.

Dam Larsen S, Franzmann M, Andersen IB, et al. Long term prognosis of fatty liver: risk of chronic liver disease and death.Gut; 53:750-55, 2004.

Falck-Ytter Y, Younossi ZM, Marchesini G, et al. Clinical features and natural history of nonalcoholic steatosis syndromes. Seminars in liver disease; 21:17-26, 2001.

Marchesini G, Bugianesi E, Forlani G, et al. Nonalcoholic fattyliver, steatohepatitis, and the metabolic syndrome. Hepatology; 37:917-23, 2003.


domingo, 30 de junho de 2013

''Que o alimento seja teu único remédio'' Hipócrates



Você não precisa de medicamento, olha só:

**Se você tem ansiedade, você pode incluir na sua alimentação alimentos que aumentam a serotonina:
Banana, canela, mel, abacate e muitos outros (a lista é enorme). Estes são alimentos ricos em triptofano e substâncias precursoras da serotonina. Ricos também em ácido fólico e vitamina B3 que tem ação específica sobre o sistema nervoso central, melhorando a ação dos hormônios e garantindo efeito relaxante = bom humor.

**Se você tem insônia também pode melhorar através da alimentação. Mas para ter boa produção de melatonina (hormônio do sono) a serotonina deve estar em alta. Ingerir adequadamente alimentos fonte dos nutrientes necessários à produção de serotonina e melatonina, como cereais integrais, vegetais folhosos verdes escuros, carnes e chocolate amargo pode também ajudar a ter uma noite de sono tranquila. A ingestão de álcool ou cafeína e a restrição energética (passar fome !) podem reduzir a secreção de melatonina, e assim, atrapalhar o sono.

**Se você usa laxantes por não conseguir ao banheiro, você está destruindo seu intestino, mas pode reverter comendo os alimentos certos pra você ! inclusão de fibras, redução de alimentos que causam alergia e pioram o intestino, sucos laxativos e digestivos e suplemento com fibras e lactobacillus.

Estes são só alguns exemplos de sintomas em que as pessoas usam medicação, mas muito precocemente as pessoas usam remédios para diminuir colesterol, para emagrecer, para dor de cabeça, pra isso pra aquilo..

Descobrindo os alimentos ideias pra você, seu corpo reage e seu objetivo é alcançado !






domingo, 23 de junho de 2013

Chá Funcional


Vamos aproveitar o frio e tomar um chá delicioso??!

 “A bebida auxilia na redução de gordura, na digestão, regulariza o intestino e ainda combate a retenção de líquidos, o que facilita o emagrecimento”.

O chá da flor de hibisco, combinado a uma alimentação saudável é uma opção super recomendada pela Nutri =D.


Além disso, a bebida é muito rica em flavonóides, uma poderosa substância antioxidante, que combate os radicais livres, protegendo o coração de doenças e a pele do envelhecimento.


Onde encontrar e como tomar



Para aproveitar as propriedades, consuma o chá de hibisco quatro vezes ao dia, sempre entre as refeições. O produto pode ser comprado desidratado em lojas especializadas e também em alguns supermercados.


Não há contra-indicações ou efeitos colaterais. Porém mulheres grávidas e que amamentam devem consultar um médico. 


Como fazer o chá



Prepare a bebida na proporção de uma colher de sopa cheia de hibisco para um litro de água  fervente. Abafe o líquido por dez minutos e coe. Pode ser tomado quente ou frio.

- Tome o chá entre as refeições, principalmente na hora que bater aquela vontade de atacar a geladeira. A bebida engana a fome!


- Diferentemente do chá verde, a infusão da flor é saborosa. Tente ingeri-la sem adoçar. Não consegue? Ponha pequenas quantidades de mel ou de açúcar mascavo.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Gengibre


                                                                                             


GENGIBRE PROMOVE PERDA DE PESO SIMILAR AO ORLISTAT 



O orlistat é um agente farmacológico que promove perda de peso em indivíduos obesos via inibição da lipase gástrica e pancreática.

O gengibre (Zingiber offinale Roscoe, Zingiberacae) é uma das especiarias mais utilizadas em todo o mundo, comumente presente na medicina tradicional como tratamento para algumas doenças. 

Mahmoud e Elnour (2013) em estudo avaliaram o efeito do gengibre e do Orlistat em ratos alimentados com dieta rica em gordura. Nesse estudo quarenta ratos albinos machos foram ou não (grupo controle) alimentados com dieta rica em gordura e tratados com Orlistat (200 mg/kg de ração) ou consumiram dieta rica em gordura suplementada com 5% de gengibre em pó.

Ambos os tratamentos apresentaram efeito significativo na redução do peso corporal. O gengibre e Orlistat reduziram o perfil lipídico, porém o gengibre teve melhor efeito no aumento de HDL-colesterol do que o Orlistat.

Quando comparado ao grupo controle, o tratamento com gengibre não alterou a bilirrubina total ou atividade lipase pancreática enquanto o Orlistat reduziu claramente sua concentração. 

Somando aos resultados percebeu-se que a suplementação do Orlistat induziu uma redução significativa nos níveis de catalase peroxissomal, já o gengibre aumentou o seu nível.

É importante lembrar que a catalase peroxissomal atua em vários processos metabólicos, incluindo a desintoxicação de peróxido de hidrogênio, oxidação de ácidos gordos, síntese do colesterol, ácidos biliares e plasmalogênio. 

Eur Pharmacol Rev Med Sci 2013 Jan; 17 (1) :75-83.


sábado, 25 de maio de 2013

Benefícios da cafeína

Como essa semana teve o Dia nacional do Café que foi dia 

24 de maio, vou postar sobre os benefícios que ele nos 

traz e o consumo excessivo causa, são eles:




segunda-feira, 20 de maio de 2013

Como são feitos os nuggets?







Aposto que olhando ate deu uma vontade em vocês, mais depois que vocês lerem esse artigo não irão querer, não é mesmo?


Como são feitos os nuggets?

Ingredientes: tudo que sobrou de um frango. Sim: olhos, ossos, patas, miúdos, bico, etc.


Como fazer: triture tudo bem trituradinho até que vire essa massa rosada e cremosa parecida com um sorvete. Para tirar as bactérias, inclua amônia (sim, a mesma de produtos de limpeza) na receita.

Como servir: vai ficar muito fedido, então coloque um aromatizante para disfarçar e um pigmento para dar uma cor mais próxima à de carne mesmo. Corte em pedaços, empane, frite e sirva.
O nugget é o reaproveitamento de muito material que seria desperdiçado. A ciência de alimentos também inclui aumentar a quantidade de comida produzida tornando atraente  partes, digamos, não tão atraentes.

Vai um nugget aí?


domingo, 19 de maio de 2013

Obesidade

Ameaça à Saúde Causada pela Obesidade Mórbida 
A obesidade mórbida traz consigo um aumento do risco de uma expectativa de vida mais curta. Para pessoas cujo peso excede duas vezes seu peso corporal ideal, o risco de uma morte prematura é dobrado em comparação às pessoas que não são obesas. 
O risco de morte por diabetes ou ataque cardíaco é de cinco a sete vezes maiores. Além das condições de saúderelacionadas à obesidade, o ganho de peso por si só pode levar a uma condição conhecida como obesidade de "estágio final", quando não há opções de tratamento disponíveis para a maioria dos casos. Além disso, uma morte prematura não é a única consequência em potencial. Efeitos sociais, psicológicos e econômicos decorrentes da obesidade mórbida, embora injustos, são reais e podem ser especialmente devastadores.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Quinoa

Muita gente ainda nem ouviu falar dela, mas a quinua, que não faz muito tempo desembarcou no Brasil, vem aos poucos conquistando mais espaço em restaurantes e lojas de produtos naturais. E quem ganha com isso, claro, é o consumidor. 

Pesquisas recentes apontam que as fibras e a saponina, substância detergente que recobre a quinua, poderiam reduzir os níveis de colesterol produzido pelo fígado. Incluíla no cardápio seria também uma maneira de combater a obesidade. "Ainda faltam estudos que esclareçam todos os seus benefícios para a saúde"
Outra faceta de dar inveja a qualquer cereal genuíno é a concentração de zinco, cálcio e ferro — esse último, suficiente para convencer os especialistas de que a quinua seria uma solução para casos de anemia. Sem falar nos indícios de que seus fitoestrógenos, que cumprem o papel de hormônios no organismo, ajudariam a afastar a osteoporose nas mulheres depois da menopausa. 

Se, depois de ler tudo isso, você está se questionando sobre qual é a melhor forma de consumir a quinua para aproveitar tantos atributos, saiba que não existe consenso. "Em princípio, o grão conservaria melhor os nutrientes do que derivados como a farinha",

O ideal seria assá-lo ou cozinhá- lo — sem exagerar na quantidade de água. Nem é preciso dizer que todas as recomendações só farão efeito se a ingestão de quinua for acompanhada de hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada e a prática de atividade física. O preço ainda é uma questão à parte — um pacote de 500 gramas gira em torno de 30 reais. Quer dizer: mesmo que tenha se tornado mais conhecida nos últimos anos, a quinua ainda só é acessível a uma parcela da população brasileira. Por aqui a área de cultivo continua restrita e as poucas plantações estão espalhadas pelas regiões Sul, Sudeste e Centro- Oeste. E a maior parte dos grãos comercializados é mesmo importada da Bolívia. Aliás, existem centenas de quinuas. A real, a mais famosa entre nós, é apenas uma delas. Há pesquisadores trabalhando para que o Brasil cultive uma quinua melhorada, tão ou mais rica que a andina. "Temos perfeitas condições de produzir, em larga escala, variedades de excelente padrão de qualidade", sentencia o agrônomo Carlos Spehar. A gente torce para que isso aconteça quanto antes.